Bife de Chorizo: o tradicional corte argentino

Em nossas viagens para a Argentina e ao Uruguai, as refeições resumiam-se a uma boa carne. Enquanto no lado porteño do Rio da Prata comíamos o tradicional bife de chorizo, no país das belíssimas ramblas pedíamos o entrecot. Gostamos tanto que sentimos muita falta desses cortes.

Outro dia, olhando a sessão de carnes do supermercado Giassi, em Criciúma, um pacote me chamou muita atenção. Encontrei pouco mais de 800 gramas do bife de chorizo esperando para eu o levar para casa. Não não preciso dizer que não pensei duas vezes para comprar. Naquele dia, nosso almoço, foi bife de chorizo com arroz. Paguei cerca de R$ 22 por três pedaços bem generosos. Tudo para matar a saudade da Argentina.

bife de chorizo Perceba os pontos de gordura na carne. Cozinhei o meu em um grill

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Livraria El Ateneo ~ uma das mais lindas do mundo para matar a saudade de Buenos Aires

Ateneo Grand Solendid Buenos Aires - Argentina

Dentre tantas coisas que me fascinam em Buenos Aires, as construções antigas e cheias de história são as minhas preferidas. Poder entrar em um destes prédios e imaginar as pessoas que por ali passaram e as histórias de vida de cada um me deixam com o coração acelerado.

Imagine então poder desbravar um antigo teatro, construído em 1919 (pouquinhos anos depois de o Titanic afundar).Os detalhes do prédio são esplendorosos e riquíssimos, cheio de luxo. Chamado de Grand Splendid, por ali já passaram diversos nomes importantíssimos no tango ~ ritmo que embala a Capital Porteña.

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Cinco coisas para fazer quando voltar à Argentina

Buenos Aires é uma cidade apaixonante, e com certeza, quem a conhece fica louco para voltar. Eu estou assim. Mesmo ficando uma semana em terras argentinas, não conseguimos fazer tudo o que deveríamos/queríamos. Por isso, o título da postagem é esse. Elenquei cinco coisas que, da próxima vez que desembarcar no Ezeiza, não poderei esquecer de fazer.

1 – Comer e comprar mais alfajores Havanna.

Em praticamente cada esquina há uma loja da Havanna, esperando para ser explorada. Não sei porque deixamos para comprar os alfajores somente no FreeShop. Não entramos em nenhuma e nem degustamos dessa maravilhosa guloseima como deveríamos. Dizem que são os melhores, mas para mim, nada supera Milka.

2 – Explorar mais os Palermos



O Palermo está aos arredores da Avenida Santa Fé. Com diversos parques, jardim botânico e até zoológico, o local também chama bastante turistas. Mas andamos pouco por lá, quem sabe da próxima vez não voltamos para almoçar ou jantar nos diversos restaurantes do Soho. Temos que conhecer também o Hollywood!

3 – Fazer o tour na Bombonera

Por causa do intenso fluxo de turistas no entorno do estádio do Boca, as pessoas aproveitam para fazer dinheiro. Acredito que seja por isso que é cobrada uma taxa para visitar o estádio. E por causa disso não fizemos. Da próxima vez temos que voltar e entrar!

4 – Conhecer o Siga La Vaca do Puerto Madero



Por indicação do motorista que nos levou do aeroporto ao hotel, fomos ao Siga La Vaca. Contudo, não fomos no Puerto Madero, mas sim  em um outro que não é muito frequentado por turistas, próximo ao Aeroparque. Dessa vez, porque não pagar um pouquinho mais e ir em outro ponto?

5 – Ir no Freddo



Tudo bem que eu posso comer um sorvete Freddo em Porto Alegre, mas não é a mesma coisa do que comer na cidade de origem. Dizem que o sorvete é delicioso, e não tive a oportunidade de provar!

obs: a lista não está exatamente em ordem de importância!

 

Tax Free Argentina

Antes de embarcar para a Argentina, li e reli sobre muita coisa. Sabia dos pontos turísticos, dos lugares para comprar e visitar. Contudo, um fato me deixou de queixo caído, ao fazer compras no Alto Palermo Shopping. Eu estava – bem feliz – pagando meus tênis récem comprados na Puma, quando uma plaquinha no caixa chamou a atenção do meu marido. Ali dizia: Tax Free. Logo que saímos da loja ele comentou sobre o assunto. Fiquei curiosa e resolvi testar se realmente funcionava. Pois bem. Voltamos ao caixa e pedimos o Tax Free.

Agora você deve estar se perguntando como funciona esse sistema. 

Bom, primeiro o Tax Free é válido somente para pessoas que são estrangeiras – o nosso caso. Pelo o que eu já li, também existe um sistema parecido em outros países. Como não moramos por lá, e não vamos usufruir do investimento dos nossos impostos, eles são devolvidos para nós.

Contudo, o Tax Free há somente em lojas que vendam uma boa quantidade de produtos hechos en Argentina. Isso é, não espere ir em uma loja da Nike ou Adidas e ter essa vantagem.

Com o ticket na mão, fomos orientados  a guardá-lo muito bem com a nota fiscal, porque precisaríamos deles na hora de voltar para casa.  A troca do valor do imposto pelo dinheiro é feita no aeroporto. No nosso caso, como desembarcamos em Ezeiza, o guichê estava localizado no primeiro andar, bem próximo da porta de entrada do terminal internacional.

Eis que ali estou com cara de cansada para trocar meu imposto

Quando eu fui não havia muita fila. Bastou eu apresentar a nota, preencher um papel e entregar meu documento de identidade. Mas fique atento, tente levar na bagagem de mão algum dos produtos que você adquiriu, eles pediram para ver meus tênis. Feito isso, é hora de subir. No segundo piso há outro guichê e é nesse que você irá fazer a troca.

Há somente uma opção. Faz algum tempo – segundo a pessoa que me atendeu – que não há mais a troca por dinheiro vivo. Tudo bem, eu não queria mesmo para gastar no freeshop. (sqn).. Então todo o dinheiro veio debitado na fatura do meu cartão de crédito. E que maravilha… As minhas compras renderam um bom desconto neste mês!

Señor Tango: ame ou odeie – eu amei

Já ouvi muito falar que quem vai ao Señor Tango, em Buenos Aires, ama ou odeia – aliás, muitos falaram isso. Então eu me enquadro no amo. Adorei muito o espetáculo, quero voltar e recomendo para aqueles que estão com viagem marcada para a Argentina.

Logo que a gente chegou ao aeroporto e pegou um táxi rumo ao hotel, o motorista de cara pergunta se vamos em algum show de tango. Quando respondemos que sim, ele fez afirmações, contando quais existem e quais são os melhores. O que me levou para o hotel disse que o Señor Tango é um pouco teatral e não tão tradicional.

Mas tanto faz. Já estava com a reserva feita há alguns meses. E por falar em reserva, tenho que tirar o chapéu para quem cuida dessa parte. Não era 9 horas e o telefone do meu quarto no hotel tocava. Era alguém da casa de tango querendo confirmar a nossa presença no espetáculo da noite. O melhor de tudo: falavam português.

Às 19h30min estávamos na recepção do hotel como combinado esperando o transfer. O que eu não imaginava era que viria um ônibus nos buscar! Tanto faz, chegamos da mesma forma…

Assim que entramos no Señor Tango, fomos guiados até a nossa mesa. Como não paguei uma fortuna, dividimos com um casal americano que não falava um pingo de espanhol e muito menos de português. Eles estavam com os filhos comemorando aniversário de casamento, enquanto nós comemorávamos estarmos recém casados. A gente conseguiu se virar bem no inglês, e eu estou bastante enferrujada depois que parei com minhas aulas…

O jantar não é lá aquelas coisas, mas foi gostoso. Comemos um bife de Chorizo com arroz e uma sobremesa que eu não lembro o que era. Depois iniciou o show. Entraram uns cavalos no meio do palco e eu não consegui compreender qual era o significado deles para a história.

No final, eu nem me importei mais em entender o contexto. Só de ver aquelas pessoas dançando loucamente, fazendo movimentos absurdos que nenhum ser humano normal consegue, valeu. Mas valeu mesmo foi ver o final. Com todos no palco, uma lindíssima homenagem à Evita Péron foi realizada. Cantaram a música com a mão no peito e uma gigantesca bandeira com as cores da Argentina caiu sobre o palco junto com uma chuva de prata.

Vale cada investimento e recomendo para todos os que irão para a capital porteña em breve!

[Hotel review] Hotel Impala – Buenos Aires

Continuando a série de postagens sobre a viagem em Lua de Mel para Buenos Aires.

Assim que chegamos na capital argentina, fomos deixados na Calle Liberdad 1215. É lá que está situado o Hotel Impala, por onde ficamos durante cinco dias. Não tenho sobre o que reclamar.

Para fazer o Check-in no hotel foi muito tranquilo. Bastou apresentar o voucher da agência de viagens, e tudo certo. Nessas primeiras horas meu espanhol estava super enrolado, mas o pessoal da recepção foi super gentil e ainda tentavam falar em português.

E por falar em funcionários, todos foram simpáticos. Quando não nos entendíamos, nada que uma mímica não ajudasse na comunicação. Como diziam meus professores de inglês, o importante é se fazer compreender… 

Então, todas as vezes que precisava de uma informação (principalmente para comprar um adaptador de tomada… Se você vai à Argentina, não esqueça de comprar um adaptador universal, ou procurar um por lá assim que chegar) eles me ajudavam. Aliás, percebi que as pessoas não se custam em explicar as coisas em todos os locais.

Imagem da internet

Mas continuando. O quarto em que fiquei não era luxuoso, mas tinha tudo o que eu precisava. Um bom espaço, um banheiro limpo, água quente no chuveiro, e uma cama gigante… Ficamos aos fundos do décimo andar, então nossas vistas não eram das melhores, mas isso não me incomodou, uma vez que ficamos a maior parte do tempo na rua.

O café da manhã é diferente daqueles que eu encontrei no Brasil. Lá não tempo muitas opções e é praticamente o mesmo café todos os dias. Mas me esbaldei nas medialunas… São maravilhosas. No último dia comi o máximo que pude, sabe-se lá quando vou encontrar com as medialunas outra vez?

Além de tudo isso, o preço e a localização são bastante convidativos. Pagamos um preço justo para passar estes dias hospedadas. O hotel ainda está situado perto da Avenida Santa Fé, uma das principais da cidade. Assim ficamos na Recoleta e também no Centro. Fizemos muitas coisas a pé e assim observamos a arquitetura linda e os prédios antigos de Buenos Aires.