[vlog] Experiência com o Decolar.com

Viajar para o Uruguai de carro foi uma das experiências mais emocionantes que eu tive. E você pode conferir tudo sobre os quatro dias de roadtrip aqui. Todo o nosso passeio foi programado com um mês de antecedência e nós mesmos bancamos os nossos agentes de viagem e reservamos tudo o que queríamos fazer.

Foi no Decolar.com que reservamos o nosso quarto de hotel no Hotel Dazzler. Super bem localizado no bairro Pocitos, atendeu muito bem ~ chegou até a superar  ~ as nossas expectativas. Por isso, gravei um vídeo falando da minha experiência em reservar com o Decolar. com. O intuito é ajudar você, que ainda não utilizou um serviço como esse, a também poder desfrutar dessas comodidade durante a sua viagem.

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Um ano de casamento e mais de 10 mil quilômetros rodados

Neste fim de semana, comemoro um ano de casamento e certamente posso dizer que foram meses muito bem aproveitados. Passou tão rápido, mas estes 365 dias foram suficientes para rodar tranquilamente muito mais de 10 mil quilômetros, conhecer dois países diferentes e ir a partes do Brasil que não estavam nos planos.

Desde o casamento, já estivemos na Argentina, conhecemos Buenos Aires, viajamos bastante entre Florianópolis e Porto Alegre, passamos um dia na Serra Gaúcha, comemos chocolates de Gramado e Canela, pegamos um avião às 6 horas e chegamos às 11 horas em Belo Horizonte e fomos a um dos melhores festivais de música de nossas vidas ~ o Circuito Banco do Brasil.

Foi a nossa Lua de Mel que nos deixou viciados em viajar e explorar novos lugares. Nos nossos cinco dias de folga pós casamento, pegamos um avião e partimos para Buenos Aires. Ótimo destino para compras, para comer ~ muitas e muitas medialunas ~ e para sentir a cultura local. Hoje, quando os dias e as noites são mais frescos, fecho os olhos, ouço o barulho da cidade e posso me sentir de novo na capital porteña.

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~ Post índice Buenos Aires

Em Buenos Aires dá para assistir a shows de tango, conhecer o cemitério da Recoleta ~ um dos mais famosos do mundo ~, ir aos bosques e parques dos Palermos, dar uma passeada e jantar no Puerto Madero, ir ao Caminito e conhecer o estádio do Boca Juniors, e claro, comprar muito na Calle Florida. Não esqueça de passar pela 9 de Julio e conhecer o Obelisco.

Em Florianópolis, conhecemos a Lagoa da Conceição, um lugar super belo. Em Porto Alegre, já passamos pelo Centro Histórico, parques, pela beira do Guaíba e pelo Gasômetro. Em Gramado aproveitamos para comemorar o Prêmio Acic de Jornalismo. Lá, desfrutamos de ótimas comidas e bons restaurantes, passeamos pelas ruas da cidade ~ que parece de brinquedo ~ conhecemos os parques e lagos e esticamos o passeio até Canela.

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~ Farol de Santa Marta @ Laguna

~ Templo Budista em Três Coroas

~ Restaurante Malbec – Gramado

Belo Horizonte foi o destino escolhido para poder assistir ao show do Panic at the Disco e do Linkin Park, tudo em uma mesma noite. Fomos no sábado e voltamos no domingo. Foi um bate e volta, mas deu para conhecer um pouco da capital mineira, como a região da Pampulha e a Praça da Liberdade.

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~ Um domingo em Belo Horizonte

~ Por que alugamos um carro em Belo Horizonte?

~ Voando de Azul de Porto Alegre a Belo Horizonte

Ir para o Uruguai de carro foi uma das ideias mais loucas ~ e mais incríveis ~ que tivemos nesse um ano. Passamos o Carnaval em uma roadtrip e aprendemos muito. Conhecemos paisagens lindas entre o Rio Grande do Sul e Montevidéu e eu levei um torrão do sol. Tudo sobre a passagem pelo país está agrupada neste post índice.

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E sim, foi um ano intenso e que venham outros muitos!

O incrível ~ e de tirar o fôlego ~ por do sol em Montevidéu

Outro dia, olhando as fotos da viagem a Montevidéu, lembrei que foi lá que vi um dos mais maravilhoso por do sol da minha vida. Eu já havia lido no Viver Uruguay que realmente uma das atividades a serem feitas da capital do Uruguai é assistir ao sol se por. Mas você só  saberá do que estou falando se por lá estiver. Depois daquele feriado, comecei a reparar melhor nas belezas que os finais de tarde nos proporcionam.

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Presenciei o primeiro por do sol no Uruguai, enquanto estávamos na estrada interbalneária, a caminho de Montevidéu. O sol estava lindo, gigante e muito laranja. Parecia que ele beijava a estrada, como às vezes a lua beija o mar. Foi surpreendente.

No outro  dia, acompanhei o dia dar lugar à noite, quase as 21 horas, nas ramblas da praia de Pocitos. Foi um espetáculo. A cada passo que dávamos, um pouco mais do sol se escondia. Se algum dia você for a Montevidéu, reserve um final do dia para apreciar o fenômeno.

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Você sabe de algum outro local em o por do sol é de tirar o fôlego?

As ramblas de Montevidéu

Quem investe em infraestrutura, com certeza recebe turistas e empreendedores. Falo isso, porque vivo em uma região voltada para o turismo, mas vejo que pouco municípios realizam obras para tentar buscar os visitantes e investidores. Não basta apenas viver do que a natureza oferece, se não há como chegar até ela.

Esse problema, vejo principalmente nas praias, que não investem na orla. E foi em Montevidéu que constatei a importância deste cuidado. A cidade não tem um mar, mas possui um rio tão extenso quanto. E a margem uruguaia do Rio da Prata é tão cuidada que muita gente aproveita o espaço para caminhar ou levar o cachorro para passear.

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Em Montevidéu, os calçadões que contornam o Rio da Prata são chamados de ramblas. São mais de 10 quilômetros de extensão, e toda ela com ciclovias! Em Punta Carretas, por exemplo, há grama, bancos para sentar, um farol e muita gente praticando exercícios.

rambla 5Fui em um domingo, e os que não eram turistas, estavam correndo ou praticando algum outro esporte no gramado. Andei de Pocitos a Ciudad Vieja a pé pelas ramblas. Passei por um monumento aos judeus mortos no holocausto, por um clube de golfe, pelo Parque Rodó e por praias. Na parte mais portuária, perto da Ciudade Vieja, as ramblas começam a ficar feias, pois não há atrativos além do próprio calçadão.

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O letreiro com o nome da cidade fica pelas ramblas também. Basta caminhar um pouco além de Pocitos. O local é lindo durante o dia, mas é no crepúsculo que fica ainda mais especial!

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De carro, o caminho de Santa Catarina a Montevidéu

Ainda não comentei por aqui, mas durante o feriado de Carnaval viajei para Montevidéu e tive umas das experiências mais importantes da minha vida! Então preparem-se para a série de publicações que virão a seguir!

Para o primeiro texto, que tal falar sobre o caminho que fizemos e uma pequena comparação entre as estradas do nosso Brasil e do Uruguai?

Saindo de Santa Catarina, o caminho até Montevidéu é longo, cerca de 1 mil quilômetros do Sul do estado até a capital uruguaia, o que se aproxima de umas 13 horas na estrada. Como saímos de Criciúma na noite de sexta, paramos em Capão da Canoa, tivemos uma viagem bem menos cansativa.

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Ponte móvel sobre o Rio Guaíba, em Porto Alegre

 

O trajeto é bem simples, basta seguir a BR-101 para o sul, em direção a Porto Alegre. Continuar pela BR-390, conhecida como Freeway, atravessar o Guaíba, seguir a BR-116 em direção a Pelotas. É então que há dois trajetos para escolher.

PELO CHUÍ

Se a intenção é ir pelo litoral e conhecer as praias da costa uruguaia, a opção é sair da BR-116 logo que chegar em Pelotas e seguir em direção a Rio Grande. Lá uma estrada vai ligar até o Chuí, o ponto mais ao sul do Brasil. Se a gasolina estiver pouca, abasteça ainda em Rio Grande. A estrada que leva ao Chuí tem 300 quilômetros sem cidades ou postos de combustíveis. Na verdade, chega até a cansar. Por ali também há uma reserva natural.

Então, depois de cerca de duas horas, ou mais, chegamos ao Chuí. É uma cidade estranha e parece ser uma terra sem lei. Digo isto, porque assim que chegamos, as ruas estavam cheia de pessoas e carros. Os motoristas não respeitavam os cruzamentos e parecia que todos iam tocar na mesma hora.

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Chuí. O ponto mais ao sul do Brasil!

 

No lado brasileiro é Chuí, no uruguaio é Chuy. As duas cidades são divididas por uma avenida. Antes de cruzar a fronteira, lembre-se de abastecer o carro mais uma vez. Mesmo que o tanque esteja meio cheio, coloque o combustível do lado brasileiro. Você não vai querer pagar quase R$ 5 o litro da gasolina, só porque está no Uruguai!

Atravessando a fronteira e andando mais um pouco, aparece a aduana. A parada ali é obrigatória para fazer a imigração. Assim que chegamos, fomos surpreendidos pela quantidade de pessoas que escolheram passar o Carnaval no Uruguai. Ficamos aproximadamente 20 minutos esperando a nossa vez de preencher o formulário de imigração e carimbá-lo!

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Aduana Chuy

 

Com a documentação em mãos, seguimos viagem. Para chegar em Montevidéu basta seguir a estrada, a Rota 9, até a Rota Interbalneária, que nos leva à capital uruguaia. Mesmo que a maioria das rodovias sejam por pistas simples, o caminho é bem tranquilo.

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Em algum ponto, a rota que liga o Chuí a Montevideo se transforma em uma pista para pouso de aeronaves

 

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Por do sol em algum ponto da Rota Interbalneária

 

POR JAGUARÃO/RÍO BRANCO

Outra opção para chegar até Montevidéu é, ao chegar em Pelotas, continuar pela BR-116, com destino a Jaguarão. Neste caso, abasteça o carro em Pelotas, porque são poucos os postos de combustíveis até a fronteira. Assim que chegar em Jaguarão, basta atravessar a ponte sobre o Rio Jaguarão e continuar a estrada até a aduana.

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Aduana em Río Branco

 

Se você sair da ponte logo que atravessar o rio, vai se deparar com uma rua cheia de FreeShops (para o meu delírio), mas esse é assunto para uma outra publicação. A aduana de Río Branco é bem mais simples, e bem menos movimentada, que a do Chuy.

Assim que fizer toda a documentação, basta seguir a Rota 18 até a Rota 8 e seguir até Montevidéu. Prepara-se para ver campos e campos até além do horizonte. Há locais que as pastagens são infinitas e não é possível ver uma casa se quer. O caminho é bastante longo, da fronteira até a capital, a viagem dura no mínimo quatro horas.

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Imagens da Rota 8

 

ESTRADAS BRASILEIRAS X ESTRADAS URUGUAIAS

Nesta minha breve vida como jornalista, já fiz várias matérias retratando a situação das estradas na minha região. A principal delas é a BR-101, que é a primeira estrada que nos leva ao Uruguai. O trecho sul da rodovia nem terminou de ser duplicado (está há mais de dez anos em obras) e a pavimentação já apresenta muitos defeitos. Não sei se é a qualidade do material utilizado ou se os caminhões trafegam com peso muito acima do limite. Alguns trechos da BR-101 estão bons, mas outros, mesmo duplicado estão repletos de buracos.

A FreeWay, com dois pedágios, é a melhor estrada que trafeguei entre o Brasil e o Uruguai. São três pistas que permitem que o trânsito flua. Ela é a ligação entre a BR-101 e Porto Alegre. Depois que atravessamos o Guaíba, pegamos a BR-116, que está em obras de duplicação. São desvios e mais desvios até chegarmos em Pelotas, além disso, há muito movimento naquela estrada.

Do Rio Grande ao Chuí, a estrada é bastante boa. Não há buracos e é bastante tranquilo para trafegar. Me surpreendi, entretanto, com a qualidade das vias no Uruguai. Mesmo com pistas simples, as rodovias permitem manter uma velocidade boa e não possuem movimento. Além disso, não há buracos no asfalto e o pavimento parece ter bastante qualidade. Tive a mesma impressão na Rota 8. Ali era realizado um trabalho de rapavimentação e nem por isso, o trânsito ficou lento ou atrapalhou a pista.